Empresas de automação de manufatura: hardware, software e o que os pequenos produtores realmente precisam

Aleksander Nowak · 2026-02-16 · Guias do Setor

Explore as opções de automação de manufatura para pequenos produtores. Compare hardware vs software, conheça os custos e descubra como as ferramentas digitais podem otimizar suas operações sem um grande investimento.

Empresas de automação de manufatura: hardware, software e o que os pequenos produtores realmente precisam

Quando a maioria das pessoas ouve "automação de manufatura", imagina braços robóticos soldando chassis de carros ou sistemas de esteiras classificando pacotes. Essas imagens vêm de empresas como Rockwell, ABB, Fanuc e KUKA — gigantes industriais que constroem equipamentos para fábricas com orçamentos milionários.

Mas otimizar a produção não se resume a robôs e PLCs. Para pequenos e médios fabricantes, o caminho mais prático passa por ferramentas digitais: sistemas que eliminam a entrada manual de dados, rastreiam o inventário automaticamente e gerenciam o agendamento sem intervenção humana.

Este guia cobre ambos os lados do espectro. Você aprenderá o que as empresas de hardware oferecem, quando o equipamento físico faz sentido e como as soluções digitais fornecem benefícios semelhantes a uma fração do custo.

O que significa realmente "automação"?

Na manufatura, este termo descreve a tecnologia que executa tarefas com mínima intervenção humana. O objetivo é consistência, velocidade e redução de custos de mão de obra.

A categoria se divide em dois grandes tipos:

Equipamento físico: Robôs, linhas de montagem, máquinas CNC, sistemas de esteiras, sensores e controladores lógicos programáveis (PLCs).

Sistemas digitais: Ferramentas que lidam com tarefas de informação — atualizações automáticas de inventário, programação de produção, processamento de pedidos, rastreamento de qualidade e relatórios.

Grandes fabricantes geralmente usam ambos. Uma fábrica de carros tem robôs de soldagem (físicos) controlados por sistemas de execução (digitais). O equipamento faz o trabalho físico; o software coordena tudo.

Pequenos fabricantes frequentemente dispensam completamente o equipamento físico. Custa demais, requer manutenção especializada e só compensa em altos volumes. Mas ferramentas digitais? Essas são acessíveis para todos.

Tipos de empresas neste setor

A indústria inclui várias categorias de fornecedores:

Fabricantes de equipamentos industriais

Essas empresas constroem maquinário físico: robôs, PLCs, sensores, motores e sistemas de controle.

Os principais players incluem Rockwell, Siemens, ABB, Fanuc, KUKA, Honeywell e Omron. Seus produtos alimentam plantas automotivas, fábricas de semicondutores e instalações de processamento de alimentos em todo o mundo.

Custos típicos: Robôs industriais começam em torno de $25.000 para modelos básicos. Células robóticas completas custam de $100.000 a $500.000+. Atualizações completas de linhas de produção podem ultrapassar milhões.

Ideal para: Produção de alto volume onde a produção consistente justifica o investimento. Tipicamente faz sentido quando se produz milhares de unidades idênticas diariamente.

Integradores de sistemas

Os integradores de sistemas projetam e implementam soluções completas. Combinam equipamentos de vários fabricantes em sistemas funcionais personalizados para sua instalação.

Empresas como JR Automation, Convergix e Factory Automation Systems avaliam suas necessidades, projetam soluções, instalam equipamentos e fornecem suporte contínuo.

Custos típicos: Projetos de integração vão de $50.000 para células simples a vários milhões para linhas completas. Espere pagar por engenharia, instalação, programação e treinamento.

Ideal para: Fabricantes que precisam de soluções personalizadas mas não possuem expertise em engenharia interna.

Fornecedores de software

Essas empresas fornecem a camada digital que coordena as operações. Isso inclui sistemas MRP/ERP, sistemas de execução de manufatura (MES), gestão de inventário e ferramentas de programação de produção.

Diferente do hardware, as ferramentas digitais não requerem mudanças no chão de fábrica. Você as implementa em computadores e dispositivos existentes. Os resultados vêm da eliminação de processos manuais, não da adição de máquinas.

Custos típicos: O software em nuvem custa de $50 a $500+ por mês dependendo dos recursos e usuários. A implementação leva dias ou semanas, não meses.

Ideal para: Qualquer fabricante que busca reduzir o trabalho manual, melhorar a precisão e ganhar visibilidade sobre as operações — independentemente do volume de produção.

Automação por hardware: quando faz sentido

A automação por hardware transforma a manufatura quando as condições são adequadas:

Alto volume: Você está produzindo milhares de itens idênticos. O custo por unidade cai drasticamente quando equipamentos caros funcionam continuamente.

Tarefas perigosas: Os trabalhadores não devem ser expostos a materiais perigosos, temperaturas extremas ou movimentos repetitivos que causam lesões.

Requisitos de precisão: Tolerâncias mais apertadas do que os humanos conseguem alcançar consistentemente. A fabricação de semicondutores e a montagem de dispositivos médicos frequentemente requerem precisão robótica.

Operações 24/7: Robôs não precisam de pausas, dias de licença ou trocas de turno. A produção contínua justifica o investimento.

Escassez de mão de obra: Quando não se consegue contratar trabalhadores suficientes a qualquer salário, a automação preenche a lacuna.

A realidade para os pequenos fabricantes

A maioria dos pequenos fabricantes não atende a esses critérios. Se você está produzindo centenas de unidades por semana em vez de milhares por dia, o equipamento robótico raramente faz sentido financeiro.

Considere um exemplo simples: uma célula de paletização robótica de $100.000 economiza o salário de um trabalhador (aproximadamente $50.000/ano incluindo benefícios). A recuperação leva dois anos — se tudo funcionar perfeitamente. Adicione manutenção, mudanças de programação e tempo de inatividade, e a recuperação se estende ainda mais.

Enquanto isso, esses $100.000 poderiam financiar anos de assinaturas de software que automatizam pedidos, programação, rastreamento de inventário e relatórios. O ROI do software geralmente chega em meses, não em anos.

Soluções de software: a alternativa acessível

O software lida com informações em vez de objetos físicos. Elimina a entrada manual de dados, realiza cálculos, aciona ações baseadas em regras e mantém registros sem intervenção humana.

Para pequenos fabricantes, as ferramentas digitais frequentemente entregam mais valor do que o hardware:

Atualizações automáticas de inventário

Quando os materiais chegam, escaneie-os no sistema. Os níveis de estoque se atualizam imediatamente. Quando a produção consome materiais, o sistema deduz automaticamente com base nas suas receitas. Sem atualizações de planilhas, sem entrada de dados no final do dia, sem discrepâncias entre registros e realidade.

Processo manual: Anotar o que chegou, inserir na planilha depois, calcular manualmente o que a produção usou, atualizar totais, torcer para que nada tenha sido esquecido.

Processo automatizado: Escanear código de barras, confirmar quantidade. Pronto. O sistema cuida de todo o resto.

Programação de produção

O software calcula o que você pode fabricar com base nos materiais disponíveis, capacidade e pedidos. Sequencia os trabalhos para minimizar as trocas de configuração, sinaliza conflitos e se ajusta quando as prioridades mudam.

Processo manual: Verificar inventário, revisar pedidos, criar cronograma na planilha, recalcular quando algo muda, comunicar atualizações a todos os envolvidos.

Processo automatizado: Inserir pedidos, o sistema gera o cronograma considerando todas as restrições. As mudanças se propagam automaticamente.

Processamento de pedidos

Chega um pedido do cliente. O sistema verifica o inventário, reserva materiais, cria uma ordem de produção se necessário, programa a fabricação, rastreia o progresso e notifica o envio quando está pronto.

Processo manual: Revisar pedido, verificar estoque, enviar email para a produção, acompanhar o status, atualizar o cliente, coordenar o envio — múltiplas pessoas tocando a mesma informação repetidamente.

Processo automatizado: O pedido flui através de um fluxo de trabalho predefinido. Cada etapa aciona a seguinte. As pessoas só intervêm em exceções.

Alertas de reabastecimento

O estoque cai abaixo do nível mínimo. O sistema envia um alerta ou gera automaticamente um pedido de compra ao fornecedor preferido com quantidades padrão.

Processo manual: Verificar níveis de inventário regularmente, lembrar de pedir antes de acabar, calcular quantidades, criar pedidos de compra manualmente.

Processo automatizado: Definir o limite uma vez. O sistema monitora continuamente e age quando necessário.

Rastreamento de qualidade

Registrar dados de qualidade durante a produção. O sistema rastreia tendências, sinaliza desvios, vincula lotes aos materiais utilizados e gera relatórios para auditorias.

Processo manual: Folhas de qualidade em papel, entrada manual de dados em planilhas, geração de relatórios demorada, rastreabilidade difícil durante recalls de produtos.

Processo automatizado: Inserir dados uma vez no ponto de inspeção. Relatórios e rastreabilidade disponíveis instantaneamente.

Comparação das duas abordagens

Hardware vs Software: qual abordagem se adapta à sua escala? HARDWARE Robôs, PLCs, Equipamentos 💰 Custo inicial $50.000 – $500.000+ ⏱️ Implementação 3–12 meses 📈 Período de retorno 2–5 anos 🏭 Ideal para 1.000+ unidades/dia ⚠️ Alto risco se as necessidades de produção mudarem SOFTWARE Inventário, Produção, Pedidos 💰 Custo anual $500 – $5.000/ano ⏱️ Implementação Dias a semanas 📈 Período de retorno 3–12 meses 🏭 Ideal para Qualquer volume ✓ Baixo risco — cancele a qualquer momento

Veja como hardware e software se comparam para operações típicas de pequena manufatura:

Fator Hardware (Robôs, PLCs) Software (Ferramentas em nuvem)
Custo inicial $50.000 - $500.000+ $500 - $5.000/ano
Tempo de implementação 3-12 meses Dias a semanas
Período de retorno 2-5 anos 3-12 meses
Experiência técnica Requer especialistas Conhecimentos básicos de informática
Manutenção Contínua, especializada Atualizações gerenciadas pelo fornecedor
Flexibilidade Difícil de mudar Fácil de reconfigurar
Requisito de volume Alto (milhares/dia) Qualquer volume
Risco Alto (se as necessidades mudarem) Baixo (cancele a qualquer momento)

Nenhuma das duas abordagens é universalmente melhor. Elas resolvem problemas diferentes. A pergunta é quais problemas você realmente tem.

Começando com software

Se você está considerando formas de reduzir o trabalho manual mas o hardware parece fora de alcance, comece com software. Aqui está um caminho prático:

Passo 1: Identificar os pontos de dor manuais

Onde as pessoas gastam tempo em tarefas de informação repetitivas? Candidatos comuns: - Atualizar planilhas de inventário - Criar programações de produção - Calcular requisitos de materiais - Gerar relatórios para a gerência - Rastrear o status dos pedidos - Gerenciar comunicações com fornecedores

Essas tarefas não requerem robôs — precisam de um software melhor.

Passo 2: Quantificar a oportunidade

Estime o tempo gasto em processos manuais. Se alguém gasta 10 horas por semana atualizando planilhas, são mais de 500 horas por ano. A $25/hora com carga completa, são $12.500 anuais — provavelmente mais do que um ano de custos de software.

Além disso, você elimina erros. A entrada manual de dados tipicamente tem taxas de erro de 1-3%. Esses erros se propagam em pedidos incorretos, envios perdidos e discrepâncias de inventário.

Passo 3: Escolher o software apropriado

Adapte o software às suas necessidades reais:

Rastreamento básico de inventário: Se você só precisa saber o que está em estoque, um software de inventário simples funciona. Custa $20-100/mês.

Produção com receitas: Se você fabrica produtos a partir de componentes, precisa de funcionalidade de lista de materiais (BOM). Procure capacidades MRP. Custa $50-300/mês.

Gestão completa de operações: Se você quer inventário, produção, vendas e compras integradas, considere um ERP leve projetado para pequenos fabricantes. Custa $100-500/mês.

Evite sistemas corporativos comercializados para grandes empresas. Custam demais, levam muito tempo para implementar e incluem recursos que você nunca usará.

Passo 4: Implementar de forma incremental

Não tente automatizar tudo de uma vez. Escolha um processo, faça-o funcionar e depois expanda.

Bom ponto de partida: Recebimento de inventário. Cada entrega é escaneada imediatamente. Essa única mudança melhora a precisão e cria o hábito de usar o sistema.

Próximo: Dedução automática de materiais baseada na produção. Quando você registra a finalização de um lote, os materiais se subtraem automaticamente.

Depois: Alertas de reabastecimento. Defina níveis mínimos e deixe o sistema dizer quando pedir.

Cada passo reduz o trabalho manual sem sobrecarregar sua equipe.

Quando considerar hardware

O software tem limites. Lida com informações, não com trabalho físico. Em algum momento, você pode precisar de robôs ou equipamentos:

Tarefas físicas repetitivas: Se os trabalhadores realizam o mesmo movimento milhares de vezes por dia, considere adicionar equipamentos para essa tarefa específica.

Comece pequeno: Robôs colaborativos (cobots) da Universal Robots e outros custam $30.000-50.000 e trabalham ao lado de humanos sem gaiolas de segurança. São mais fáceis de programar e reposicionar do que robôs industriais tradicionais.

Foque em uma estação: Em vez de atualizar linhas inteiras, identifique o gargalo ou a estação que mais demanda mão de obra. Adicione equipamentos lá primeiro.

Alugue ou faça leasing: Alguns fornecedores de equipamentos oferecem modelos de hardware como serviço. Teste antes de comprometer todo o capital.

Primeiro acerte o software: Robôs e equipamentos geram dados. Sem software para capturar e usar esses dados, você perde grande parte do benefício. Implemente seu software de rastreamento de produção antes de adicionar equipamentos físicos.

Como o Krafte lida com isso

Krafte fornece software de manufatura que otimiza as operações sem exigir investimentos em hardware.

Atualizações automáticas de inventário: Materiais chegando? Escaneie-os. A produção consome materiais? O sistema deduz com base nas receitas. Sem cálculos manuais ou atualizações de planilhas.

Produção baseada em receitas: Defina suas fórmulas uma vez. Quando você registra a produção, o sistema sabe exatamente quais materiais foram consumidos.

Alertas de reabastecimento: Defina níveis mínimos de estoque. O sistema notifica você quando é hora de reabastecer — antes que acabe.

Fluxo de trabalho de pedidos: Pedidos de clientes acionam ordens de produção. A produção concluída aciona notificações de envio. Cada etapa flui para a próxima automaticamente.

Rastreabilidade de lotes: O sistema rastreia quais lotes de materiais entraram em quais lotes de produção. Se surgirem problemas de qualidade, você pode rastrear os produtos afetados em segundos.

Visibilidade em tempo real: Os painéis mostram o inventário atual, o status da produção e o progresso dos pedidos. Sem esperar relatórios de final de dia ou vasculhar planilhas.

Para pequenos fabricantes, esta abordagem oferece ROI imediato sem a complexidade, o custo e o risco dos equipamentos físicos.

Perguntas frequentes

O que fazem as empresas de automação de manufatura?

As empresas de automação de manufatura fornecem tecnologia que reduz o trabalho manual na produção. Isso inclui fabricantes de hardware (robôs, PLCs, sensores), integradores de sistemas que projetam e instalam soluções de automação, e fornecedores de software que oferecem ferramentas digitais para gestão de inventário, produção e operações.

Quanto custa a automação de manufatura?

A automação por hardware tipicamente custa de $50.000 a $500.000+ por equipamentos mais instalação. A automação por software custa de $500 a $5.000 por ano para sistemas baseados em nuvem. A escolha certa depende do seu volume de produção e necessidades específicas.

A automação vale a pena para pequenos fabricantes?

A automação por software quase sempre oferece ROI positivo para pequenos fabricantes — elimina o trabalho manual, reduz erros e fornece melhor visibilidade a baixo custo. A automação por hardware requer volumes maiores para justificar o investimento e pode não fazer sentido para operações que produzem centenas em vez de milhares de unidades diariamente.

Qual é a diferença entre automação por hardware e por software?

A automação por hardware utiliza equipamentos físicos (robôs, transportadores, sensores) para realizar tarefas físicas. A automação por software utiliza sistemas digitais para lidar com tarefas de informação (rastreamento de inventário, programação, processamento de pedidos). Pequenos fabricantes frequentemente se beneficiam mais da automação por software devido a custos menores e implementação mais rápida.

Por onde os pequenos fabricantes devem começar com a automação?

Comece com a automação por software focada nos seus maiores pontos de dor manuais — geralmente rastreamento de inventário e registro de produção. Faça esses processos funcionarem de forma confiável antes de considerar investimentos em hardware. Isso constrói a base de dados que torna a futura automação por hardware mais eficaz.

O que é um cobot?

Um robô colaborativo (cobot) é projetado para trabalhar com segurança ao lado de humanos sem gaiolas de proteção. Cobots de empresas como a Universal Robots custam menos que robôs industriais tradicionais ($30.000-50.000) e são mais fáceis de programar e reposicionar para diferentes tarefas.


O Krafte traz a automação por software para pequenos fabricantes. Automatize o rastreamento de inventário, o registro de produção e a gestão de pedidos sem hardware caro ou implementações demoradas. Comece grátis por 30 dias em krafte.app.

Tags: Automação, Manufatura